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Folha de Notícias 001

Os assuntos abordados aqui, foram retirados de fontes fidedignas citadas no final da matéria e são de extrema importância para as pessoas que sofrem com este mal, que é a obesidade mórbida.



Treinador australiano engorda 40 kg para 'entender' obesos

Um ex-modelo e treinador de academia de Melbourne, na Austrália, está fazendo uma dieta especial para tentar ganhar 40 kg e entender melhor seus alunos obesos. Paul James, o "PJ", de 32 anos, diz que quer sentir "na pele" como seus clientes com excesso de peso se sentem e entender por que eles têm dificuldade em perder os quilos extras.Apenas no café da manhã, PJ ingere dez ovos mexidos com bacon e 3 litros de leite achocolatado. "Estou comendo de tudo, e nada é saudável", afirmou o treinador à BBC Brasil. "Mas vou ao médico a cada duas semanas verificar minha saúde". A iniciativa, no entanto, está sendo criticada por especialistas. Boyd Swinburn, professor da Escola de Ciências da Nutrição e Atividade Física da Universidade de Deakin, disse que PJ está arriscando sua saúde, principalmente o fígado e o coração. "Porém, quando ele começar a perder peso, vai conseguir muito mais rapidamente do que os alunos, principalmente porque a maioria deles é mulher, e os homens tendem a emagrecer mais facilmente", explicou Swinburn, em entrevista à BBC Brasil. PJ disse que sabe dos riscos que corre, mas não abre mão da experiência. "Quero chegar aos 120 kg até março", disse. Ele costumava pesar 80 kg. Mas com a nova dieta, que começou no início do ano, ganhou mais 26 kg. A maioria dos quilos extras adquiridos se concentra na região do abdômen. Paul quer manter o peso de 120 kg até junho, e só então começar a tentar emagrecer para recuperar o peso anterior. O treinador está filmando cada passo da dieta para transformar a experiência em um documentário. "Eu quero mostrar que qualquer um pode emagrecer, não importa qual seja o seu peso", disse. Após voltar ao peso normal, James pretende voltar a atuar como modelo, mas sem abandonar a vida de treinador. "Meus alunos me apóiam, mas todo mundo me chama de louco. Não me importo. Se conseguir ajudar apenas uma pessoa, o que eu fiz já valeu a pena."



FONTE: BBC Brasil 22/02/2009


Brasil tem 550 cirurgias de obesidade por semana

Mais de 550 brasileiros se submetem a cirurgias de obesidade em uma semana, o que representa um terço das lipoaspirações - uma das mais realizadas no País. Nove em cada dez operações bariátricas são feitas pela rede particular. O procedimento salva vidas por livrar um obeso de continuar engordando e contrair doenças como diabete e hipertensão arterial. Mas, ao lado de histórias com final feliz, floresce um mercado. Médicos operam sem necessidade e chegam a ganhar R$ 100 mil, adotando técnicas não autorizadas pelo Conselho Federal de Medicina. Pacientes engordam para que seus planos cubram o tratamento. Cirurgias têm de ser revertidas. Após a primeira operação, a universitária Luciana Guedes de Lima, de 31 anos, não emagrecia como deveria e uma das razões é que continuava comendo “um quilo de feijoada e 600 ml de Coca-Cola sem fazer força”. Perdeu 25 quilos em três anos, pouco para alguém com 142. Ao consultar outro médico, descobriu que seu estômago havia sido reduzido minimamente. Histórias como a de Luciana surgem do aumento dessas cirurgias. De 1995, quando passou a ser feita no País, até 2000, haviam emagrecido com ajuda do bisturi 2.500 brasileiros. Em 2008, só o SUS operou 3.195 pacientes; a rede particular, mais de 26 mil. Em 1998, 30 cirurgiões realizavam o procedimento. Hoje, são mais de 600 associados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). “A cirurgia vem sendo banalizada”, critica o endocrinologista Daniel Lerario, do Hospital Albert Einstein. “Há interesses comerciais, e pacientes que querem resultado rápido vão direto para o cirurgião bariátrico.” Defensor do procedimento, Lerario vê com preocupação a operação sendo feita até em pessoas que estão longe de enfrentar o problema.

FONTE: portalodia.com 22/03/2009





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Cirurgia contra obesidade pode eliminar diabetes tipo 2, diz pesquisa

A cirurgia contra a obesidade pode eliminar completamente as manifestações de diabetes tipo 2, segundo um estudo divulgado hoje pela revista "The American Journal of Medicine". A diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença, caracterizada por altos níveis de açúcar no sangue, e uma de suas causas principais é o excesso de peso. Cientistas da Universidade de Minnesota analisaram 621 estudos realizados entre 1990 e 2006 com mais de 135.200 pacientes que se submeteram a uma cirurgia bariátrica e descobriram que 78,1% eliminaram completamente o problema. A cirurgia bariátrica é um tratamento ao qual se submetem pessoas com obesidade mórbida ou que não conseguiram perder peso através de outros meios. Henry Buchwald, do Departamento de Cirurgia da Universidade de Minnesota, explica que a revisão e a análise "demonstraram que a cirurgia bariátrica tem um poderoso efeito em pessoas com obesidade mórbida e diabetes tipo 2". O médico acrescentou que em 82% dos pacientes as manifestações da diabetes foram eliminadas nos primeiros dois anos transcorridos após a operação. No estudo, Buchwald pediu para realizar "de forma urgente" testes clínicos aleatórios para comparar os resultados dos tratamentos e as operações bariátricas. "Se forem considerados os benefícios potenciais para milhões de pessoas, os exames deveriam avaliar os custos e vantagens da operação em pessoas menos obesas, assim como nas que sofrem de obesidade mórbida", afirmou.



FONTE: EFE - Internacional 02/03/2009


Obesidade: Especialista defende fim da publicidade a alimentos hipercaloricos

Lisboa, 19 Fev (Lusa) - A endocrinologia Isabel do Carmo defendeu hoje o fim da publicidade a alimentos hipercalóricos em programas infanto-juvenis como medida de combate à obesidade, um problema que em Portugal tem particular incidência nas crianças. Este seria um dos grandes investimentos a fazer em matéria de campanha contra a obesidade, tendo em conta que mais de 90 por cento dos alimentos publicitados para as crianças são hipercalóricos. Alem desta medida, Isabel do Carmo, directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e coordenadora do livro "Obesidade em Portugal e no Mundo" que será hoje lançado em Lisboa, defende uma aposta política que passa, por exemplo, pela inclusão de nutricionistas no Sistema Nacional de Saúde. "Há muito poucas medidas. A única é a regulamentação que passou a recomendação para os bares das escolas. As cantinas são razoáveis, melhoraram um bocadinho, mas quanto aos bares, uns seguem a recomendação e outros não", disse. Uma campanha forte e sustentada, adiantou, teria de ser semelhante à que foi feita com o tabaco, pelo que não chegam "as poucas medidas" tomadas até ao momento. Fazer regredir as taxas elevadas de obesidade é possível, como mostra o caso da Suécia, onde campanhas contra o problema já levaram a uma melhoria dos números, adiantou. A obesidade tornou-se um dos grandes problemas de saúde pública no final do século XX e um dos maiores do século XXI, com dimensões que ultrapassam e muito as questões plásticas que levam, sobretudo as mulheres, à consulta da especialidade ou ao consumo de medidas avulsas de tratamento. Portugal aparece neste livro como um país médio em matéria de incidência da obesidade juntamente com Espanha e Grécia, mas não é por isso que a situação deixa de ser preocupante, em especial nas crianças de vários escalões etários. "É preocupante porque enquanto nos adultos nos situamos na média da Europa, nas crianças estamos entre os piores. Dos três aos 18 anos temos os piores numeres o que quer dizer que as actuais crianças e jovens vão ser muito mais obesos do que os adultos actuais e isso é assustador", disse Isabel do Carmo. O livro hoje apresentado em Lisboa trata a Obesidade numa perspectiva de saúde, analítica e evolucionista, dando a conhecer o panorama da situação portuguesa e de todas as regiões do mundo (Europa, Médio Oriente, América Latina, América do Norte, Ásia e África) onde foram feitos estudos.

FONTE: Lusa 29/02/2009

Obesidade abdominal pode atrapalhar funcionamento dos pulmões

A obesidade abdominal, além de ser associada a problemas cardiovasculares, pode trazer conseqüências negativas também para os pulmões, segundo estudo francês publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. A gordura na região do abdome é um dos fatores que, junto com altos níveis de triglicérides, açúcar no sangue e pressão, caracterizam a síndrome metabólica. Avaliando quase 122 mil pessoas, os pesquisadores notaram que aqueles que tinham esses fatores de risco para doença cardiovascular eram 1,4 vezes mais propensos a ter problemas na função pulmonar. E o excesso de gordura abdominal pareceu ter maior efeito sobre os pulmões, pois aqueles com esse fator de risco tinham duas vezes maior risco de ter problemas no funcionamento do pulmão, mesmo que tivessem peso normal. Apesar de as razões ainda não estarem claras, os autores acreditam que isso ocorra pelo fato de uma maior barriga restringir o diafragma, dificultando a expansão dos pulmões, ou ainda por causa do aumento na inflamação devido à gordura extra, que pode afetar os pulmões.



FONTE: Blog boasaude.zip.net 10/03/2009


Obesidade infantil avança e atinge crianças do Bolsa-Família

SÃO PAULO - Considerada um problema de saúde pública, a obesidade infantil passou a atingir mais crianças atendidas pelo Bolsa-Família nas Regiões Sul e Sudeste do País do que a desnutrição. É o que aponta mapeamento feito com base em dados do programa. Em dezembro de 2006, 11% das crianças de 0 a 9 anos atendidas pelo Bolsa-Família estavam desnutridas no Sul e no Sudeste, ante 10,4% com risco de sobrepeso. Essa relação se inverteu em dezembro do ano passado 10,2% ante 11,3%. Com a renda mínima oferecida pelo programa, que vai de R$ 20 a R$ 182, milhões de famílias passaram a comprar mais tipos de alimento, o que nem sempre se traduz em qualidade nutricional. Quase 300 mil crianças brasileiras do programa estão com sobrepeso. Equivalem a 11,2% dos avaliados. O avanço do fenômeno, chamado de transição nutricional, preocupa, já que o Brasil tem de lidar com as duas situações: obesidade e desnutrição. É um desafio ter que conviver com o pior dos dois mundos, resume Leonor Maria Pacheco Santos, secretária de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. De um lado, são crianças sofrendo de desnutrição, diarreia, retardo de crescimento quadro registrado principalmente no Norte e Nordeste. Do outro, elas apresentam hipertensão, diabete, lesões de pele, colesterol elevado. E os dois problemas podem se somar: depois da desnutrição na infância, o excesso de peso na vida adulta. Estudiosos investigam a relação entre desnutrição da primeira infância com o risco de desenvolver doenças na vida adulta, como obesidade, diabete, cardiopatias e hipertensão. As crianças pobres podem ser as mais afetadas, como sinalizam os dados do Bolsa-Família. A população que tem mais obesidade é a de baixa renda. Os ricos têm a chance de ir a um spa ou consultar uma nutricionista, explica Leonor. A dona de casa Maria Francisca de Souza, beneficiária do programa, tem de lidar agora com o problema da obesidade dos filhos. A agente de saúde Cristiana da Silva Casaes foi a primeira a atender a família de Maria Francisca, no Boi Mirim, periferia de São Paulo. Há três meses, uma médica viu Adriana, a filha de Maria Francisca, e determinou: a menina, de 7 anos, não podia passar dos 35 quilos. De lá para cá, a mãe resolveu o problema fugindo da balança da farmácia. O que vou fazer? Só se costurar a boca da Adriana, diz Maria Francisca. Adriana faz três refeições em casa, se os vizinhos oferecerem comida ela aceita e na escola acrescenta um lanche e um jantar. Quando o pai, ajudante de pedreiro, recebe um dinheiro, a despensa ganha iogurtes, bolachas e muitos pães. Aí é a vez de Adriano, o outro filho, atacar. Ele tem 9 anos e pesa 47 quilos.

FONTE: Lustosa.net 30/03/2009



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